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 Espiando
28/05/2012 @ 23:51


Não liguei a televisão, descobri que quando a gente está mal essa filha da puta só faz a gente se sentir pior. Uma cara chata após a outra, parece não ter fim. Uma procissão interminável de idiotas, alguns famosos. Os cômicos não tinham graça e os dramas era de quarta classe.
— (Bukowski, Uísque escôces em Pulp)
28/05/2012 @ 21:44

28/05/2012 @ 21:37


Advogados, médicos, bombeiros mecânicos, eles é que ficavam com a grana toda. Escritores? Os escritores morriam de fome. Os escritores se suicidavam. Os escritores enloqueciam.
— Charles Bukowski. (via o-padre)
28/05/2012 @ 21:14

28/05/2012 @ 21:12


Tudo o que era mau atraía-me:
Gostava de beber, era preguiçoso, não defendia nenhum deus, nenhuma, opinião política, nenhuma ideia, nenhum ideal. Eu estava instalado no vazio, na inexistência, e aceitava isso. Tudo isso fazia de mim uma pessoa desinteressante. Mas eu não queria ser interessante, era muito difícil.
Charles Bukowski. (via delirar)
28/05/2012 @ 19:47

28/05/2012 @ 19:46


É este o problema com a bebida, pensei, enquanto me servia dum copo. Se acontece algo de mau, bebe-se para esquecer; se acontece algo de bom, bebe-se para celebrar, e se nada acontece, bebe-se para que aconteça qualquer coisa.
Charles Bukowski. (via delirar)
28/05/2012 @ 19:38

28/05/2012 @ 19:28

28/05/2012 @ 19:14


Beber não é uma doença?
- Respirar é uma doença!
— Charles Bukowski (via vidasdebotequim)
28/05/2012 @ 19:10

28/05/2012 @ 19:07

28/05/2012 @ 19:05

28/05/2012 @ 18:57

28/05/2012 @ 18:51


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Conversando com a solidão.


Misantropia, Litium, Depakote, anti-psicóticos, cigarros e uma dose de 51.
Sentei no chão e comecei a conversar com os pés da mesa, puxei as almofadas do sofá e fiz uma escada (que bobagem) assim que subi elas tombaram para os lados e comecei a sorrir - na verdade eu gargalhei - tão alto que me assustei. Peguei diversos livros e comecei a folhear alguns. Literatura, boa música, tragos, goles, confusões, lamentações e uns amassos são companheiros apresentáveis que todos deveriam ter ou ao menos experimentar. Penso que já ultrapassei os limites da insanidade. (...) Olha o que eu fiz: Puxei um cigarro do maço, peguei o isqueiro e o filho da puta me deixou na mão - usei fósforo - e para terminar: Não fumei. Sério, fiz todo um ritual para acender uma droga de cigarro e não fumo? Quis ver ele queimar, suas cinzas caindo no cinzeiro abarrotado com outras bitucas e diversas cinzas lá esquecidas. (...) Estou no momento que ninguém que não seja eu observa." O meu momento real é: "Morri por dentro e finjo existir por fora." Quando se morre por dentro não se tem como viver por fora, então só me resta existir. Confesso que existir dói, corrói. Existir destrói o que a morte ainda não destruiu. O cigarro já se apagou, mais uma bituca para a coleção, mais cinzas para o cinzeiro e outras espalhadas pelo chão, o copo está vazio, o coração mais empoeirado que a mobília e o rádio segue tocando Elvis enquanto os olhos seguem tocando a marcha fúnebre. O chão já se parece com um colchão e eu sigo parada me destrinchando para a solidão. Suicidal Girl.
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